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06/07/2017
Desembarque é posição 'mais clara', diz presidente interino do PSDB e Cássio. Aécio quer manter aliança



O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou nesta quarta-feira (5/7), que a posição do partido "é cada vez mais clara" pela saída do governo do presidente Michel Temer. "O posicionamento é pelo desembarque, não é de oposição", disse o parlamentar, que já se manifestava a favor de a sigla deixar o governo, mas defendendo a manutenção do apoio às reformas econômicas.

 

A declaração do tucano cearense representa um movimento que tem ganhado força entres outros senadores da legenda. A avaliação de uma ala majoritária da bancada no Senado, formada por ao menos seis dos 11 integrantes, é de que a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima e a escolha do relator da denúncia contra o presidente na Câmara são fatores que podem intensificar a crise no Planalto.

 

Os senadores tucanos que defendem a entrega dos cargos e o descolamento da imagem de Temer, entretanto, querem esperar a votação da reforma trabalhista, na próxima semana, para a convocação de uma reunião da Executiva Nacional sobre o assunto. O objetivo é não criar mais um fator de instabilidade para a aprovação do projeto.

 

Tasso disse que o movimento contrário ao governo está ficando evidente "pelos fatos", citando a posição dos deputados tucanos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde a denúncia contra Temer por corrupção passiva será analisada. O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), estima que seis dos sete deputados tucanos que compõem o colegiado devem votar pela aceitação da denúncia.

 

No grupo pró-desembarque, Tasso conta com o apoio dos senadores Cássio Cunha Lima (PB), Ricardo Ferraço (ES), Dalírio Beber (SC), Eduardo Amorim (SE) e Flexa Ribeiro (PA). O senador Antonio Anastasia (MG) já sinalizou que também pode acompanhá-los.

 

Para Cássio, o relator da denúncia contra Temer, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), demonstrou que poderá se manifestar pela aceitação do pedido. "A manifestação, sobretudo do relator, do pedido de denúncia na Câmara será de fundamental importância. Se o relator entender que o processo deve seguir, é porque o presidente perdeu o apoio até do seu partido", avaliou o senador

 

Manutenção

 

Já o presidente licenciado da legenda, senador Aécio Neves (MG), que retomou anteontem o mandato parlamentar, quer que a legenda mantenha a participação direta no governo, sem entregar os cargos que possui.

 

Essa semana Cássio, disse a imprensa também que Temer atualmente só governa para 200 pessoas. “O país tem pouco mais de 200 milhões brasileiros, hoje, Temer governa para apenas para 200 deles”, critica Cássio. Para livrar-se da acusação de Rodrigo Janot e evitar o afastamento do mandato, o presidente precisa dos votos de 171 deputados.

 

 

Redação 






 
 
 



 

 

 

 

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