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30/06/2017
Lucro de taxistas paraibanos cai devido a apps de transportes privados



A vida do taxista não tem sido fácil. Além de problema já conhecidos, com a falta de segurança, estresse com o trânsito, dificuldade encontradas em uma mobilidade urbana precária e a alta de preços de combustível; mais recentemente, eles estão tendo que lidar com uma concorrência que vem se destacando, ou seja, são as empresas de tecnologia que usam aplicativos para oferecer serviços de transportes privados, que não apenas causaram uma queda de 50% no número da clientela e lucro, como também fomentaram a discussão sobre a qualidade do atendimento que essa categoria oferece. Dentre elas, o Uber é a mais destacada.

 

De acordo com José Carlos Cassimiro, presidente da Tele-Táxi, o impacto foi imenso. “Para você ter uma ideia, eu mantinha 120 taxistas e 13 funcionários, mas hoje eu só consigo manter 55 taxistas e 6 funcionários. Ou seja, já demiti mais de 50% do meu corpo de filiados e funcionários, é muita gente perdendo emprego e renda”,lamenta sobre a situação.

 

O presidente da empresa ainda acrescenta que, embora recentemente a situação tenha melhorado, ainda não é o suficiente e ele teme ter que demitir mais trabalhadores. Cassimiro chega a se referir a esses aplicativos como um tipo de concorrência desleal. O empresário afirma, entretanto, que após muita discussão dentro da categoria, foi possível constatar que este segmento realmente deixava muito a desejar e foi por isso que, repentinamente, a população passou à tecer duras críticas aos taxistas.

 

“O grande vilão, o que deu espaço para isso acontecer, foram vocês mesmos; porque existem aqueles taxistas que, quando pegam uma corrida pequena, passam o caminho todo reclamando; e tem aqueles que não ligam o ar-condicionado nunca, sem pensar no bem estar do cliente”, explica sobre o que costuma dizer nas reuniões.

 

Para Cassimiro, esse foi um tapa na cara que a categoria mereceu receber. Eronildo Cavalcanti, presidente da Disk-Táxi, questiona: “Se o Uber e táxi não concorrem, como dizem desembargadores por aí, por que diversos taxistas estão tendo que devolver seus táxis, passar fome e tirar filhos de escolas boas para colocar na pública?. Ele cita também casos extremos, como o de dois taxistas que cometeram suicídio mediante a situação financeira complicada que estavam vivendo, um deles em abril desse ano. Para ele, há um descaso no poder público com a questão, porque há espaço para que todos continuem trabalhando, mas o governo tem de exigir satisfações e cobrar impostos desses aplicativos.

 

O presidente do Sindicato dos Taxistas da Paraíba, Adauto Brás, relata que de repente surgiu uma preocupação em saber o motivo pelo qual os clientes escolheram utilizar outros serviços. “O x da questão era o preço, que o preço deles (aplicativos) era realmente bem menor, mas também teve a questão da diferença no atendimento, que também pesou muito”, enfatiza. Brás acrescenta que a crise é um fator que deve ser levado em conta, porque vem penalizando toda a população, mas os taxistas tem sofrido em dobro desde que essa concorrência chegou.

 

Ao ser questionado sobre o posicionamento do sindicato enquanto representação da categoria, ele explica que o objetivo dos taxistas não é impedir que esses aplicativos continuem operando, mas que eles sejam regulamentados para que a concorrência se torne mais equilibrada.

 

“Há um projeto de lei circulando no Congresso Nacional para regulamentar os aplicados. Isso porque são carros descaracterizados, não se sabe que tipo de pessoa está se inscrevendo, não tem fiscalização de órgãos fiscalizadores, como a Semob, etc”, esclarece.

 

 

Redação 






 
 
 



 

 

 

 

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