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30/06/2017
Gestores e população sertaneja estão desacreditados com a celeridade nas obras do Eixo Norte da Transposição



“Nós só senti remos o cheiro da água passar... De forma alguma seremos beneficiados com a transposição. Ledo engano”. Foi o que disse Marcos Nogueira, prefeito da cidade de Monte Horebe – município informado pelo Ministério da Integração Nacional (MIN) como um dos beneficiados com a conclusão das obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). O sentimento é o mesmo dos moradores de outros municípios como Cajazeiras e São José de Piranhas, também localizados no Sertão paraibano e apontados como beneficiados com o PISF.

 

O pessimismo existe, mesmo com a entrega do eixo Leste, em março deste ano, beneficiando cidades de Monteiro até Campina Grande. Isso acontece porque as obras da Meta 1N (do eixo Norte da transposição, que passa pelos estados de Pernambuco e Ceará) estão paradas desde junho de 2016. Um contrato para nova empresa foi feito em abril deste ano, mas a Justiça Federal suspendeu a licitação. Na última terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o embargo e a previsão é que as obras sejam retomadas na próxima semana, com um ano de atraso.

 

 Em algumas cidades citadas pelo MIN como beneficiadas com o Projeto, para verificar a realidade de cada uma. O município de Monte Horebe fica a apenas 7 km de distância de Cajazeiras. Mas há três anos é abastecido por carros-pipa, ou seja, sem consumir água potável. “Pedimos uma adutora de engate rápido, que traria água para nós, mas o Ministério da Integração cancelou e disse que a cidade não precisava. Que deveria ser abastecida por carros-pipa. Foi gasto dinheiro construindo um túnel de 15 km, vindo por Mauriti (CE). Deveriam ter feito vindo de Bonito de Santa Fé, onde nasce o Rio Piranhas e a água passaria desceria por gravidade, podendo chegar aqui”, comentou o prefeito.

 

Segundo, o MIN, pelo Projeto de Integração do São Francisco, a responsabilidade pela distribuição das águas cabe aos Estados. Que são os governos locais que têm a prerrogativa de estudar e implementar as intervenções necessárias para a chegada da água nos municípios e nas casas da população. Segundo o MIN, Monte Horebe encontra-se na área de abrangência do projeto, podendo vir a ser beneficiado.

 

Já os moradores da cidade de Bonito de Santa Fé, que fi ca a 65 km de distância de Cajazeiras, vivem um drama ainda maior. Além da falta de água, também têm esperança de serem beneficiados com a transposição. Segundo o vice-prefeito Francisco

 

Eudes Tavares de Lucena, a cidade só será atendida se for construído um canal vindo de São Miguel para a bacia do Bartolomeu. Ele acrescentou ainda que a cidade ficou sem água por mais de um ano, após o rio que abastece a cidade ficar seco. “Com as chuvas deste ano, o reservatório encheu e deu suporte para as diversas famílias. No entanto, uma parcela da população continua sendo abastecida por carros-pipas”, disse. Bonito tem em torno de 11 mil habitantes.

 

Em São José de Piranhas, no extremo da Paraíba com o Ceará, as obras que passam pelo povoado da Boa Vista não convencem os moradores de que o desabastecimento terá uma solução em breve. A cidade é o ponto de chegada do eixo Norte, através de um ramal com mais de 260 quilômetros de obras, que passam pelos estados da Paraíba, Ceará e Pernambuco, mas que, até agora, só beneficiam cidades do Rio Grande do Norte.

 

 

Redação 






 
 
 



 

 

 

 

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