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30/05/2017
Proteção contra raios UV deve acontecer também no inverno, afirma dermatologista paraibana



Apesar de serem mais recorrentes no verão, os altos níveis de radiação ultravioleta (UV) também podem ser observados em outras estações do ano. Ontem, esses índices atingiram nível 10 na Paraíba, segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), este é um nível considerado altíssimo. E não deve diminuir durante o fim de semana, em que o céu estará coberto de pelo menos 35% de nuvens, fator que contribui para “filtrar” os raios. Assim, especialistas alertam quanto à necessidade de redobrar os cuidados para garantir a proteção da pele todos os dias do ano.

 

A previsão é que com a transição do outono para o inverno, aumente a frequência de nebulosidade e chuvas no Estado, e com isso diminua a incidência dos raios ultravioleta (IUV), de acordo com o chefe da Divisão de Previsão de Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Recife, Ednaldo Correia. “Até o fim do mês deveremos ter esses raios em nível alto, depois deve começar a diminuir a quantidade de horas de sol e consequentemente a incidência dos raios solares também. Mas até lá, mesmo que tenhamos dias mais amenos, os raios ultravioletas continuarão incidindo em alta, então é importante que todos se protejam”, adverte.

 

O alerta que o meteorólogo faz é reiterado por especialistas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), micoses, manchas, sardas e brotoejas aparecem comumente com a exposição ao sol, assim como a predisposição a fatores que levam ao envelhecimento precoce e em casos mais sérios ao câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, sendo o mais frequente no país e que registrou 175.760 novos casos no ano passado.

 

Em qualquer época do ano as pessoas não estão protegidas contra as ações dos raios ultravioletas. “O fato de o dia estar acinzentado não significa que os danos causados pelos raios solares diminuem”, diz o dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia/ Regional Paraíba (SBD/PB), Victor Coutinho.

 

Na verdade, mais de 60% da radiação emitida pelo Sol atravessa as nuvens. “As nuvens bloqueiam a luminosidade, mas deixam passar os raios ultravioletas A e B, que provocam não só queimaduras como também danificam profundamente a pele”, explica o médico.

 

O dermatologista enfatiza que os dias com mormaço e chuvas intermitentes são ainda mais perigosos, pois as pessoas não sentem calor e se expõem sem proteção adequada. Ele alerta que o câncer de pele não melanoma é causado pelo efeito cumulativo da radiação, e que pode aparecer entre 20 e 40 anos depois da exposição exagerada aos raios UVA e UVB. “Se uma pessoa usa protetor somente no verão e passa a vida inteira sem usá-lo no inverno, pode ter problemas sérios na pele futuramente. A médio e longo prazos, o resultado da exposição ao sol sem proteção é o aparecimento de rugas, manchas e até câncer de pele”, confirma Victor Coutinho.

 

 

Redação 






 
 
 



 

 

 

 

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