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20/05/2017
Açude de Boqueirão alcança 4,8% da sua capacidade total

Utilizado pela Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para abastecer a população de Campina Grande e outros 18 municípios, o Açude Epitácio Pessoa, também conhecido como Açude de Boqueirão, chegou a 4,8% de sua capacidade máxima. Na manhã de ontem, o reservatório estava com 19,6 milhões de m³ de água, enquanto a capacidade máxima é de 411,6 milhões de m³. Antes da Transposição do Rio São Francisco, o açude estava com apenas 2,9%, o equivalente a 11,9 milhões de m³.

 

Ainda que a situação tenha melhorado, a restrição ao uso de água para usos múltiplos, como a irrigação, não foi retirada. O objetivo da restrição é garantir o uso da água para consumo da população do Agreste paraibano.

 

Segundo João Fernandes, presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), ainda não há uma previsão de quando a restrição será retirada, mas que o assunto segue em discussão.

 

O uso da água para a irrigação está proibido desde agosto de 2015. A fiscalização da retirada da água dos rios contará com o auxílio de dois drones equipados com câmeras de alta resolução para inspecionar os locais de acesso mais problemáticos. Os aparelhos cobrem uma distância média de seis quilômetros a partir do ponto de decolagem e o tempo de operação é de 25 minutos. Antes a fiscalização era feita em parceria com a Polícia Ambiental, mas a Aesa decidiu intensificar as inspeções, impedindo irregularidades na retirada da água.

 

A medida fez-se necessária porque uma crise hídrica assola a região nos últimos cinco anos. Assim, desde dezembro de 2014, os municípios contemplados com as águas do Açude de Boqueirão estão em estado de racionamento. Alguns desses locais demoram até 15 dias para receber água encanada, usando de artifícios, como carros-pipas e poços artesianos, para evitar a sede e a falta de renda, uma vez que boa parte dessas pessoas sobrevive da agricultura ou da pesca.

 

Outra questão que preocupa as instituições que lidam com o açude é a qualidade da água. Por conta do baixo volume, a Cagepa entrou em estado de alerta, apresentando a possibilidade de que a água do reservatório contenha cianobactérias e cianotoxinas, tornando a água imprópria para o consumo. Dessa forma, a água precisa passar por um tratamento rigoroso à base de peróxido de hidrogênio para que esteja nos padrões da Organização Mundial de Saúde e, só então, possa ser distribuída à população.

 

 

Redação 






 
 
 



 

 

 

 

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