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11/05/2017
Operação Gabarito: PC identifica mais 21 envolvidos nas fraudes

Operação Gabarito: PC identifica mais 21 envolvidos nas fraudes

 Através de conversas em celulares e computadores, os peritos da Polícia Civil da Paraíba descobriram que o número de concursos fraudados pela organização criminosa, cujos membros foram presos domingo passado, em João Pessoa, aumentou de 60 para 70, e mais 21 pessoas foram identificadas. O delegado Lucas Sá, titular da Defraudações da Polícia Civil da Paraíba, afirmou que além da região Nordeste as fraudes também ocorreram no Norte, Sudeste e Sul do país, em concursos muitos concorridos em nível federal, cujos salários iniciais variavam entre R$ 10 mil e R$ 12 mil.

“Como os beneficiados com a fraude pagavam dez vezes o valor do salário para os membros da organização, eles recebiam entre R$ 100 mil ou R$ 120 mil por cada aprovação, o que demonstra que o lucro da organização foi altíssimo”, revelou Lucas.

Ele disse ainda que os concursos mais cobiçados eram o do TRT e TRE no Amazonas, cujos salários iniciais variavam entre R$ 10 e R$ 12 mil e também o da Polícia Rodoviária Federal, que oferecia salário de R$ 9 mil. Lucas informou também que mais 21 pessoas que fazem parte da organização criminosa já foram identificadas, mas elas só poderão ser presas quando forem deferidos os mandados de prisão.

“Já sabemos quem são e onde elas podem ser encontradas, mas para prendê-las precisamos dos mandados de prisão”. Pelos menos três concursos realizados na Região Metropolitana de João Pessoa tiveram os mesmos aprovados pelo esquema fraudulento.

O delegado disse que alguns dos beneficiados já estão presos e que outros ainda estão soltos, mas a polícia já sabe onde encontrá-los. “Todos os beneficiados nos concursos de forma ilícita serão encontrados, exonerados e terão que devolver tudo que receberam a título de salário desde o primeiro mês trabalhado. Já estou solicitando às instituições públicas que realizaram concursos os nomes de todas as pessoas aprovadas nos últimos concursos públicos para confrontarmos os nomes e prendê-los”, disse Lucas Sá.

Como eles atuavam A organização criminosa atuava desde 2005 e beneficiou cerca de 500 pessoas em 70 concursos. O lucro do grupo que conseguia aprovar de forma ilegal pessoas em concursos públicos federais, estaduais e municipais, foi de mais de R$ 18 milhões. A prisão de pelo menos dez dos suspeitos de integrarem a organização criminosa foi realizada em uma residência no Condomínio Privê Cabo Branco, em João Pessoa. Com eles foram apreendidos diversos veículos de luxo, entre eles, um quadriciclo no valor de R$ 100 mil. Segundo o delegado, o veículo foi adquirido pelo líder do grupo, Flávio Luciano Nascimento Borges, só para fazer trilhas.

O delegado contou que as investigações sobre a organização foram iniciadas há aproximadamente três meses. “O primeiro concurso que eles participaram vendendo gabaritos foi em 2005”, revelou Lucas Sá, enfatizando que a prisão dos suspeitos foi feita sem que nenhum tiro fosse disparado.

Através de equipamentos eletrônicos em formato de cartão de crédito e pontos de ouvidos, eles conseguiam transmitir para os concurseiros, em qualquer parte do país, todo o gabarito da prova do concurso que estava sendo realizado. O delegado Lucas Sá afirmou que as investigações sobre essa organização criminosa continuam.

Redação 






 
 
 



 

 

 

 

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