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15/02/2017
Aplicativo de celular torna mais ágil combate ao Aedes aegypti

Aplicativo de celular torna mais ágil combate ao Aedes aegypti

 Um sistema disponibilizado em aplicativo de celular torna mais ágil o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, e está disponível, gratuitamente, para todas as prefeituras municipais. O sistema foi desenvolvido em parceria por pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ); pela empresa nascente Lemobs, da Incubadora de Empresas da Coppe; e pelo Ministério do Planejamento.

O pesquisador da Coppe Sérgio Rodrigues, coordenador-técnico do sistema, disse que o foco é a questão da agilidade e da confiabilidade da informação. O fato de ser disponibilizado um aplicativo móvel de celular, tanto para Android como para iOS, torna a operação mais ágil. Ele pode ser acessado também via web. “Qualquer usuário pode, em tempo real, denunciar e coletar [informações de] focos do mosquito”. Uma vez coletada, a informação é repassada diretamente para a Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC), que gerencia e monitora as ações de mobilização e combate ao Aedes aegypti.

O sistema foi divulgado inicialmente para os servidores da administração pública federal. Dezesseis mil servidores foram selecionados e treinados para identificar onde existem possíveis focos do mosquito, bem como tomar medidas para a limpeza desses focos. Atualmente, em torno de mil usuários de 300 órgãos usam essa ferramenta e são responsáveis pelo lançamento de tais informações, Entre esses órgãos, estão a Caixa Econômica Federal e o próprio Ministério do Planejamento.

No início do projeto, os responsáveis pelo sistema em cada órgão, chamados pontos focais, faziam a vistoria a cada semana e coletavam dados de onde foi encontrado foco do mosquito. “Essa é uma informação riquíssima e confiável para que a Sala Nacional [de Coordenação e Controle] possa tomar as medidas adequadas nos locais onde está havendo maior incidência do mosquito”, disse Rodrigues. Agora, os dados são lançados em tempo real e com georreferenciamento.

O sistema está sendo oferecido aos 5.567 municípios brasileiros. Até o momento, três cidades demonstraram interesse em adotar o sistema: Nova Friburgo (RJ), Recreio (MG) e Jequié (BA). Como a divulgação está sendo feita nesta terça-feira (14), o pesquisador da Coppe aguarda adesão “em massa” das prefeituras a partir deste mês. Ainda nesta semana, ele vai conversar com a Subsecretaria de Vigilância Epidemiológica do Estado do Rio de Janeiro, com esse objetivo.

Embora o aplicativo móvel possa ser usado por qualquer pessoa, não há intenção de estender seu uso para cidadãos comuns, porque uma das premissas básicas do sistema é a confiabilidade da informação. “Quem utiliza hoje esse aplicativo é treinado previamente, porque temos uma quantidade limitada de agentes de saúde no Brasil e estamos privilegiando a informação que seja fidedigna para que os agentes tenham uma ação direcionada. Há, sim, uma estratégia de pensar em ampliar essa divulgação mas, no momento, estamos privilegiando essa atividade e a confiabilidade do lançamento dos dados.”

Redação com UFRJ






 
 
 



 

 

 

 

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