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22/01/2017
Angústia e prejuízos no dia a dia de quem passa as noites em claro


“Uma sensação de angústia, de ver a noite passar, o dia clarear, e saber que ainda estou acordado. Não produzo nada durante a noite, e ainda vou passar o dia cansado por não ter dormido”. É assim que o funcionário público Johelcio Marinho, de 23 anos, descreve suas noites de insônia.

Desde a adolescência, quando ainda estava no ensino médio, Johelcio conheceu a insônia e as suas noites bem dormidas passaram a ser menos constantes. Ele faz parte do percentual de 40% da população brasileira que sofre com algum transtorno do sono, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O corpo pede descanso, mas a mente parece não entender, e não importa os esforços para dormir, nada parece funcionar para quem sofre com esse distúrbio, que é o mais comum entre os brasileiros, de acordo com a OMS. Conviver com a insônia traz consequências que vão além de uma noite mal dormida. O cansaço, alteração de humor, estresse e fadiga diária são alguns dos prejuízos causados no dia a dia. Johelcio relata que já saiu de empregos, faltou compromissos, e até perdeu provas por conta do transtorno.

O psiquiatra especialista em medicina do sono pela Associação Brasileira de Medicina do Sono, Bruno Moura Lacerda, explica que dormir é uma necessidade fisiológica tão importante quanto comer, além de ser indispensável para o restabelecimento físico e mental. Ele define a insônia como a incapacidade em iniciar e manter o sono, ou despertar mais precoce do que o habitual, tendo dificuldade para retomar o sono.

Johelcio nunca obteve um diagnóstico preciso para o mal que sofre. “O primeiro médico achou que a insônia poderia ser causada por uso de drogas. No entanto, eu nunca tinha tido contato com nenhuma droga. E o psiquiatra não conseguiu diagnóstico algum sobre mim”, disse. Ele conta que há crises maiores, com um intervalo em média de um ano, onde passa dias seguidos sem conseguir dormir.

As procuras médicas na busca por um diagnóstico foram muitas, como oftalmologistas e otorrinolaringologistas, quando as insônias começaram a vir acompanhadas por dores de cabeça. Alguns medicamentos chegaram a ajudá-lo, mas por um curto período de tempo. “Um psiquiatra me receitou uma medicação que de inicio deu resultado, mas após menos de um mês perdeu o efeito”, relatou.

Atualmente, Johelcio relata que o seu problema com o sono está mais controlado, que já faz anos que não tem crises. Com as poucas horas que consegue dormir, ele diz conseguir energia para um dia inteiro entre faculdade e trabalho.

Redação com dados da OMS






 
 
 



 

 

 

 

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