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15/01/2017
Aulas de ioga adaptada para idosos ajuda a aliviar dores intensas


Um terço dos idosos acima de 65 anos vive com uma condição dolorosa, que afeta a qualidade de vida e o desempenho de tarefas cotidianas. Trata-se da osteoartrite, caracterizada por dor intensa no quadril, nos joelhos, no tornozelo e no pé; rigidez articular e limitação do movimento. Para essas pessoas, a adaptação de uma técnica milenar indiana pode não só reduzir o desconforto como ajudar na reabilitação das articulações. Um estudo da Universidade Atlantic, da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que fazer ioga usando uma cadeira dispensa, inclusive, o uso de medicamentos.

O trabalho, conduzido por Juyoung Park, pesquisadora do Departamento de Estudos Geriátricos da instituição, contou com a participação de 131 idosos. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Metade fez duas sessões semanais de 45 minutos, cada uma, da chamada ioga na cadeira, uma adaptação da técnica desenvolvida pela professora de educação física norte-americana Kirstine Lee. Os demais dedicaram o mesmo tempo a um programa de educação em saúde. Antes, durante e no fim do estudo, os pesquisadores avaliaram os níveis de dor, como ela estava afetando a qualidade de vida, a fadiga, as habilidades funcionais, o equilíbrio e a velocidade de marcha dos voluntários.


Os resultados mostraram que aqueles que participaram das aulas de ioga, comparados aos demais, tiveram grande redução de dor e de interferência da dor durante as sessões. Esse efeito foi sentido por até três meses após o encerramento do programa. Menos fadiga e melhora na velocidade da marcha foram benefícios verificados ao longo das oito semanas de estudo, mas não após o treimaneto.

“Com a dor associada à osteoartrite, há um comprometimento das atividades cotidianas, com limitação funcional e das atividades sociais, o que reduz o prazer de viver”, explica Park, que publicou um artigo sobre o estudo no Journal of the American Geriatrics Society. “O efeito da dor é mais diretamente capturado pela avaliação da interferência dela no dia a dia, e nosso trabalho demonstra que a ioga na cadeira reduz a influência negativa da dor nas atividades diárias”, afirma. Essa modalidade é praticada com a pessoa sentada em uma cadeira ou em pé, usando o móvel como apoio. Por isso, é indicada a idosos que não podem participar da ioga tradicional.

Juyoung Park lembra que a prática regular de atividades físicas alivia a dor associada à osteoartrite. Contudo, a habilidade de se exercitar declina com a idade, e muitas pessoas acabam desistindo antes que possam sentir os benefícios. De acordo com ela, embora a Fundação Artrite, instituição norte-americana de pesquisa e educação sobre o tema, recomende a ioga para reduzir dor articular, melhorar a flexibilidade e o equilíbrio, além de reduzir estresse e tensão, muitos idosos não podem participar da técnica tradicional por falta de força muscular e medo de cair.

“Atualmente, o único tratamento para osteoartrite, condição que não tem cura, inclui mudanças no estilo de vida e medicamentos, que sempre têm algum efeito colateral”, ressalta Ruth McCaffrey, coautora do artigo e professora emérita da Faculdade de Enfermagem da Universidade Atlantic. “O objetivo de longo prazo dessa pesquisa é encontrar um meio de controle não farmacológico para as dores e a perda funcional de idosos, e o trabalho forneceu evidências de que a ioga na cadeira pode ser uma abordagem efetiva para alcançar a essa meta.”

Redação






 
 
 



 

 

 

 

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