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04/01/2017
Cientistas avançam e identificam proteínas que tornam o zika mortal. Doença tem mais de 4 mil casos suspeitos na PB



Um estudo de pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, identificou, pela primeira vez, sete proteínas responsáveis por deixar o vírus zika tão letal. Pouco conhecido da ciência até o fim de 2015, esse micro-organismo mostrou um potencial extremamente agressivo, causando uma série de problemas, desde defeitos congênitos a transtornos neurológicos. Contudo, até agora, não se sabia como os genes do patógeno provocam essas alterações. Na Paraíba, no ano passado 4.722 casos foram registrados com suspeita de Zika Vírus.

“O mecanismo desse vírus tem sido um verdadeiro mistério”, admite o principal pesquisador, Richard Zhao, professor de patologia da instituição. “Os resultados nos dão informações cruciais sobre a forma como o zika afeta as células. Agora, temos algumas pistas realmente valorosas para pesquisas futuras”, diz Zhao, que publicou o resultado do trabalho na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a Pnas.

Para testar o vírus, Zhao utilizou uma espécie chamada levedura de fissão (Schizosaccharomyces pombe), particularmente utilizada para fabricar cervejas na África, onde ela se origina. Ao longo das décadas, a levedura tem sido usada para o estudo de mecanismos e comportamentos celulares. Zhao é um pioneiro na utilização desse modelo para estudar HIV e, por isso, está bastante familiarizado com ele. “Com o zika, estamos correndo contra o tempo. Então, perguntei para mim mesmo o que eu poderia fazer para ajudar. Tenho essa forma muito particular de dissecar o genoma. Por isso, comecei essa nova pesquisa”, explica.

No primeiro experimento, o pesquisador separou cada uma das 14 proteínas e pequenos peptídeos do vírus. Então, Zhao expôs as células da levedura de fissão a cada um desses genes para ver como elas responderiam. Sete das 14 foram danificadas de alguma forma — pararam de crescer, apresentaram alterações ou morreram.

Zhao continua a trabalhar com o vírus. O próximo passo é entender melhor como essas sete proteínas funcionam em células humanas. Pode ser que algumas sejam mais perigosas que outras, ou, talvez, elas ajam em conjunto para afetar os tecidos. O pesquisador diz que, nesse momento, investiga como o vírus interage com células de ratos e humanos, para dar seguimento ao estudo.

Paraíba - Em 2016, foram notificados 44.014 casos de dengue na Paraíba, um aumento de 66,40% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram registrados 26.450 casos. Foram notificados ainda 20.501 casos de Chikungunya e 4.722 casos com suspeita de Zika Vírus.

Redação






 
 
 



 

 

 

 

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