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19/11/2016
OMS declara fim da emergência global por conta do vírus da zika. PB já registrou mais de 4 mil casos do doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou há pouco o fim da emergência global por conta do vírus da zika, pegando de surpresa pesquisadores e gerando duras críticas por parte de cientistas. A entidade alerta que, a partir de agora, a doença será crônica no Brasil e que governos terão de tomar medidas de longo prazo. Ontem, o governo brasileiro anunciou que a emergência nacional seria mantida. O estado da Paraíba já registrou mais de 4 mil casos do doença.

A OMS garante que um departamento dentro da instituição passará a buscar soluções para enfrentar o vírus e que "não está rebaixando" a doença. No entanto, especialistas da própria entidade temem que o fim da emergência significará sérios desafios para que cientistas possam obter recursos para manter as pesquisas e a produção de uma vacina. A decisão foi tomada depois de uma reunião realizada hoje em Genebra entre os principais especialistas sobre o assunto, além dos governos de Brasil, EUA, Tailândia e de regiões africanas, europeias e asiáticas.

A OMS considerou que, como estava provada a relação entre o vírus e a microcefalia, ela precisava agora de um "mecanismo robusto de longo prazo para administrar a resposta global". Para a entidade, o zika "continua sendo um desafio significativo e duradouro de saúde pública e que exige ação intensa, mas não é mais uma emergência". Por isso, a entidade decidiu "escalar" a doença a um "programa permanente".

A decisão foi alvo de duras críticas por parte dos cientistas que buscam uma solução para a doença. "Será que veremos uma nova onda de casos no Brasil e Colômbia?" questionou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Contagiosas. Sua entidade é uma das que tenta arrecadar recursos para bancar uma vacina. Para ele, o fim da emergência é "prematuro", principalmente por que o verão no Brasil está prestes a começar. "Por que não esperaram alguns meses?", criticou.

Tentando justificar sua decisão, David Heymann, presidente do Comitê de Emergência, considera que agora o vírus da zika é um problema "de longo prazo". Foi a partir de sua gestão que, em 1º de fevereiro, a OMS declarou a emergência global.

"Uma emergência global tem uma conotação específica", disse. "Ela é declarada quando se precisa de uma ação urgente e que o problema terá de ser solucionado", insistiu. "A preocupação inicial era a microcefalia. Portanto, a emergência foi declarada para entender se havia uma ligação entre o zika e o fenômeno", disse.

Outra razão para a declaração de emergência, segundo ele, foi a Olimpíada no Rio. "Precisávamos fazer recomendações para quem fosse aos Jogos", explicou.

"A emergência não era para parar o vírus. Mas para entendê-lo. Agora, já está claro que a microcefalia está ligada ao zika. O objetivo foi atingido e agora precisamos passar para uma estratégia de longo prazo", disse. "Não se trata de um rebaixamento. Mas de uma resposta mais robusta dentro da OMS", insistiu.

Paraíba - A SES-PB divulgou recentemente o boletim da dengue, zika e chikungunya. De acordo com os dados, de 1º janeiro a 28 de agosto de 2016 (34ª semana epidemiológica de início de sintomas) foram notificados 35.588 casos prováveis de dengue. Em 2015, no mesmo período (até 34ª SE), registrou-se 18.650 casos, evidenciando um aumento de 90,82%. Observa-se que o pico do aumento dos casos ocorreu no mês de março, entretanto, a partir de maio começou a redução dos casos.

De acordo com o boletim, foram registrados 4.205 casos suspeitos do vírus Zika, um aumento de 298 casos nas últimas duas semanas. Quanto às notificações de suspeita de chikungunya, no período de 1º de janeiro a 28 de agosto de 2016, foram registrados 17.664 casos suspeitos, ou seja, um acréscimo de 2.030 casos nas duas últimas semanas epidemiológicas.

Redação com OMS






 
 
 



 

 

 

 

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