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11/11/2016
MS amplia tempo de avaliação de bebês com zika. Microcefalia que já registrou mais de 900 casos na PB se torna síndrome


O Ministério da Saúde determinou que o limite de idade para a avaliação de bebês com microcefalia será ampliado de três meses para três anos. A mudança integra o novo protocolo para doença, vai mudar a classificação da síndrome. A partir do novo entendimento, a microcefalia será considerada como um dos possíveis sintomas da síndrome congênita provocada pela infecção do zika. Há poucos dias a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Operacional de Resposta Rápida, divulgou que no Estado já foram registrados mais de 900 casos de microcefalia em 136 municípios paraibanos, no período de agosto de 2015 até a 39ª semana de 2016.

"Um bebê pode apresentar perímetro cefálico normal, mas problemas auditivos, por exemplo, relacionados à infecção provocada pelo vírus", disse a assessora da Secretaria de Atenção do Ministério da Saúde, Mariana Leal. E problemas podem aparecer não no momento do nascimento, mas de forma tardia.

Com a nova definição, ainda não está decido, por exemplo, se secretarias vão convocar crianças que já foram submetidas a uma avaliação e tiveram o caso considerado como descartado. "Isso está em análise. O fato é que essas crianças não estão perdidas. Elas continuam sendo acompanhadas", completou.

Até o momento, foram registrados no País 10.039 casos suspeitos de microcefalia, dos quais 2.106 foram confirmados, 4.842 descartados e 3.091 ainda estão em investigação. De acordo com levantamento do MS, o número de casos de zika é predominante entre mulheres do que em homens e atinge, em sua maioria, a população com idade entre 20 a 39 anos.

O acompanhamento de casos de mulheres que ainda não tiveram seus filhos deve ser facilitado com a inclusão, prevista para o próximo mês, do teste rápido de zika. Ele pode facilitar a identificação da contaminação do bebê, logo depois do nascimento.

Paraíba – Até o mês passado foram registrados 906 casos de microcefalia em 136 municípios paraibanos, no período de agosto de 2015 até a 39ª semana de 2016. Desses casos, 170 foram confirmados em 67 municípios, com base nos laudos dos exames de imagem e/ou resultados de exames laboratoriais para detecção do vírus zika; 552 descartados para a microcefalia relacionada à infecção congênita e 184 estão sob investigação. Quanto aos óbitos, dos casos notificados na Paraíba, 27 evoluíram para óbito, sendo confirmados 18, nos municípios de Sapé (2); São José do Sabugi (1); São João do Rio do Peixe (1); São Miguel de Taipu (1); Santa Rita (3); Sossego (1); Olivedos (1); Piancó (1); Parari (1); Nova Olinda (1); São Bento (1); Juazeirinho (1); João Pessoa (1); Conde (1) e Campina Grande (1). Oito foram descartados e um segue em investigação.

Redação com MS






 
 
 



 

 

 

 

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