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08/11/2016
47 Profissionais cubanos do programa Mais Médicos deixam a Paraíba por conta do término do contrato

Após três anos em solo brasileiro, 47 médicos cubanos deixaram a Paraíba nessa última segunda-feira (7). Destes profissionais da saúde, 26 embarcaram às 11h, no Aeroporto Castro Pinto, diante da presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde e da Associação José Marti, que prestaram homenagens e se despediram efetivamente da comissão cubana. Eles fazem parte do Programa Mais Médicos, criado pelo governo federal, com o objetivo de melhorar os serviços de saúde na assistência básica.

Uma carta de agradecimento foi enviada pela Secretaria de Estado da Saúde como forma de reconhecer o trabalho prestado na Paraíba, que, segundo a coordenadora da comissão do Programa Mais Médicos em João Pessoa, Rosiani Videras, foi de muita importância para os cidadãos. Os médicos cubanos vieram ao Brasil numa missão, para realizarem suas funções durante três anos, e com o período do contrato encerrado, eles retornam à terra natal para continuarem seus trabalhos na medicina.

Rosiani disse ainda, que não houve uma renovação para que os mesmos profissionais continuassem: “O projeto deve sim permanecer mas com reposição de outros médicos cooperados, assim chamados os médicos cubanos. A previsão é de que em dezembro, novos médicos cheguem ao Brasil”, afirmou. De acordo com Rosiani, nesse período em que os municípios estão sem médicos, o gestor pode contratar, temporariamente, novos clínicos gerais para o atendimento, mas com a certeza de que a reposição será feita.

“A nossa realidade de saúde estava num momento difícil, e com esse programa de médicos cubanos, houve uma melhoria, principalmente nas áreas de zona rural, onde a população necessita ainda mais. A relação entre Brasil e Cuba é de irmandade, de povo em desenvolvimento e de muito respeito, então, esse programa foi uma oportunidade para eles fornecerem seus conhecimentos”, conta a dirigente da Associação José Marti, Paula Frassinete. Ela disse ainda que alguns médicos já retornaram ao seu país de origem.

“Foi uma experiência inesquecível, foi algo maravilhoso. A gente cresce como profissional, conhece culturas diferentes, ajuda as populações desassistidas. Foi bom porque eles sentiram na pele o atendimento, pois era necessário que eles conhecessem um tipo de medicina mais humana. Pudemos ter êxito em vários aspectos da saúde básica, isso com certeza vai ter reflexo futuramente”, conta o médico Ernesto Escalona, que atuou, durante os três anos, no município de São Sebastião do Umbuzeiro. Ele acrescenta que se sente muito feliz ao saber que pôde contribuir para essa medicina humana, além de científica. Yenisel Charadan é médica há 24 anos. Ela conta, com emoção, que trabalhar com pessoas da zona rural é uma experiência muito bonita, pois são pessoas agradecidas e te recebem como se fosse da família. Sobre o sistema de saúde brasileiro, comparado a outros países que ela visitou, Yenisel conta que aqui pôde colaborar com a assistência básica, que é a prevenção. “Aqui as pessoas estavam acostumadas só a curar doentes, não a tentar evitar a doença”, disse ela, ao revelar tamanha experiência.

Redação com Secom






 
 
 



 

 

 

 

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