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04/11/2016
Câncer poderá matar 5,5 milhões de mulheres por ano no mundo em 2030. Na PB 6,2 mil casos da doença são estimados em 2016





O câncer poderá matar 5,5 milhões de mulheres a cada ano no mundo em 2030, quase 60% a mais em relação a 2012, devido ao aumento e ao envelhecimento da população, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira. O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) recentemente estimou que Paraíba tenha 6,2 mil casos de câncer ao longo deste ano , entre homens e mulheres.

Segundo o relatório da Sociedade Americana do Câncer (ACS) divulgado no Congresso mundial do câncer, que aconteceu até ontem em Paris, será essencial aumentar os esforços em educação e em prevenção para lutar contra esta epidemia que matou 3,5 milhões de mulheres em 2012. A maioria destes óbitos ocorreu em países em desenvolvimento.

"O peso do câncer aumenta nos países com rendas baixas e médias devido ao envelhecimento e ao crescimento da população", explicou Sally Cowal, vice-presidente sênior de saúde global da ACS, que compilou o relatório com a empresa farmacêutica Merck.

Este aumento também é atribuído ao "aumento da frequência de fatores de risco de câncer conhecidos e ligados à transição econômica rápida, como a falta de atividade física, a má alimentação, a obesidade e fatores reprodutivos", por exemplo, ter o primeiro filho com uma idade avançada, o que aumenta os riscos de câncer de mama.

O câncer constitui, depois das doenças cardiovasculares, a segunda causa de morte de mulheres no mundo, o que representa 14% do total de mortes femininas em 2012, afirma o relatório.

Os autores observam que grande parte das 700.000 mortes anuais por câncer de pulmão e do colo do útero poderiam ser prevenidas com um combate eficiente ao tabagismo, da vacinação e do diagnóstico precoce.

O câncer de mama, o mais frequente, é a principal causa de morte por doenças cancerosas de mulheres no mundo, com 1,7 milhão de casos diagnosticados e 521.900 óbitos em 2012.

Paraíba - O número de casos de câncer em toda a Paraíba deve chegar a 6,2 mil este ano, segundo uma estimativa feita pelo Inca. O levantamento mostra que a maior parte das vítimas de câncer no Estado devem ser mulheres, como cerca de 3.120 casos, e os homens somam 3.100. Entre o sexo feminino, o maior problema envolve o câncer na mama (25,6%) e entre os homens o problema aparece com mais frequência na próstata (33,5%).

Além do câncer de mama, as mulheres também sofrem com casos exclusivos de câncer no útero, com 330 (10,5%) casos, 90 (2,8%) de ovário, e no corpo do útero com 100 (3,2%) casos, este ano, conforme a estimativa do Inca.

As complicações comuns entre os dois gêneros incluem casos de câncer na traqueia, brônquio, pulmão, cólon, reto, estômago, cavidade oral, laringe, bexiga, esôfago, linfoma, glândula tireoide, sistema nervoso central, leucemia e de pele melanoma.

Ainda segundo o Inca, existem casos de câncer de pele não melanoma que somam números altos, estimados para este ano. Este tipo de câncer deve atingir 1.010 homens e 1.020 mulheres, na Paraíba.

O estudo feito pelo instituto ainda mostra um percentual de 0 a 160 de taxa bruta, em valores a cada 100 mil habitantes, na incidência de casos entre homens e mulheres. Nesta escala, os números de câncer de próstata lideram para o sexo masculino com um índice de 54,49. Entre os casos do sexo feminino, o câncer de mama tem a proporção de 39,50 a cada 100 mil habitantes.

Rede de atendimento

Na rede de atendimento, a Paraíba conta com duas instituições de saúde de referência para o tratamento de câncer em dois dos 223 municípios. Em João Pessoa, o Hospital Napoleão Laureano, e em Campina Grande o Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP).

Redação com France Presse






 
 
 



 

 

 

 

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