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23/09/2016
Vacina do zika tem eficácia total em macacos, mostram cientistas

Surge mais um trabalho promissor na busca pela imunização contra o zika. Pesquisadores norte-americanos, em parceria com uma colega brasileira, desenvolveram uma vacina com partes do DNA do vírus que garantiu 100% de proteção nos macacos usados no experimento. Os autores do estudo, publicado na edição desta semana da revista Science, trabalham agora com testes em humanos e apostam no desenvolvimento de uma fórmula que consiga nos proteger da enfermidade e de complicações atreladas a ela, como a microcefalia em fetos.

“É importante ter uma vacina porque é provável que o vírus zika se torne um problema endêmico, de modo que as mulheres na idade reprodutiva devem estar protegidas, da mesma forma como precisam estar protegidas da rubéola”, explicou ao Correio Leda dos Reis Castilho, uma das autoras do estudo e professora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora visitante no National Institutes of Health (NIH), nos EUA.

Na fórmula, há fragmentos do DNA do zika. “É uma vacina que usa um vetor de DNA, chamado plasmídeo, contendo dois genes do vírus zika que codificam proteínas da parte externa dele. Quando esse DNA é injetado no organismo, ele começa a produzir partículas tridimensionais similares ao vírus e que causam a produção de anticorpos contra o zika que vão proteger no caso de uma eventual infecção”, detalhou a autora.

As cobaias receberam duas configurações de vacina e doses distintas delas. Ambas mostraram resultados positivos. “Duas doses da variante que chamamos de VRC5283 deram proteção total aos animais”, explicou Castilho. Em testes com 18 animais imunizados dessa forma, 17 ficaram totalmente protegidos ao serem expostos ao zika. Outros seis primatas da mesma espécie que receberam apenas uma dose da fórmula não mostraram a mesma atividade imune.

Kelly Oliveira, infectologista do laboratório Exame, em Brasília, avalia os resultados como animadores. “É uma vacina promissora porque apenas com duas doses conseguiu imunizar um número grande de macacos rhesus, que têm um sistema imune muito semelhante ao do ser humano”, ressaltou. A especialista também chamou a atenção para o fato que a dose menor da substância não apresentou resultado nulo. “Teve uma imunidade parcial, mostrando que realmente a vacina criada possui um poder protetivo.”

Fase clínica

Etapa decisiva de pesquisas científicas, o teste clínico da fórmula foi iniciado em agosto, com uma das variantes testadas em macacos. “No total, serão 80 voluntários e 55 foram vacinados até o momento. Vamos ter o resultado daqui a alguns meses. A segunda fase de testes em humanos deve começar em vários países no inicio de 2017”, contou Leda dos Reis Castilho.

Redação com NIH






 
 
 



 

 

 

 

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