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08/09/2016
Zika não tem vez entre os pernilongos, mostra pesquisa da Fiocruz. PB já registrou 155 casos

Quando a epidemia de zika explodiu pelo país, foi lançada a suspeita de que, além do Aedes aegypti — o vetor da dengue, da febre amarela e do chikungunha —, o pernilongo, o Culex quinquefasciatus, transmitiria o vírus. Em junho, a teoria ganhou força com a identificação, no Recife, de muriçocas contendo partículas do micro-organismo. Contudo, agora, uma nova pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) com colaboração do Instituto Pasteur de Paris exclui a possibilidade de o zika ser disseminado pelo mosquitinho comum. A Paraíba tem 155 casos de microcefalia por zika confirmados desde agosto de 2015, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) recentemente.

De acordo com os autores do trabalho, publicado na revista Plos Neglected Tropical Diseases, o pernilongo pode até conter material genético viral, mas é incapaz de transmiti-lo a outros animais, incluindo o homem. Para eles, a principal mensagem do estudo é que as políticas de controle e prevenção de zika devem se concentrar no Aedes. “O controle do culex se faz com o uso de inseticidas, que devem ser espalhados amplamente ao ar livre, nos locais de reprodução. Esse não é o caso do Aedes aegypti, que se reproduz em ambientes domésticos pequenos e limpos. Apenas remover esses criadouros ajuda a diminuir a densidade de mosquitos”, compara Anna-Bella Failloux, pesquisadora do Instituto Pasteur de Paris.

A cientista lembra que a constatação feita agora em relação ao Culex quinquefasciatus também vale para o Culex pipiens, subgênero do pernilongo, encontrado em países como Estados Unidos, França e Uruguai. Neste mês, outro estudo do Instituto Pasteur e do IOC/Fiocruz, publicado na revista Eurosurveillance, evidenciou que amostras do C. quinquefasciatus coletadas na Califórnia e do C. pipiens provenientes da Tunísia também não transmitem o zika. Na mesma edição da revista, um estudo italiano com as muriçocas C. pipiens chegou à mesma conclusão.

PB - A Paraíba tem 155 casos de microcefalia por zika confirmados desde agosto de 2015, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) recentemente. Em quatro, não há transmissão local do vírus, mas as mães viajaram a locais onde há epidemia. Desde 2007, 70 países tiveram transmissão local de zika. O balanço é de 1.926 casos de malformação no mundo desde 2015. O Brasil ainda concentra a maior parte dos registros associados ao zika (1.835). Outros 2.957 casos no país seguem em investigação pelo Ministério da Saúde — em 4.223, a relação com vírus e com problemas congênitos foi descartada.

Redação com IOC/Fiocruz






 
 
 



 

 

 

 

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